Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Jônatas Conceição: Uma Voz Quilombola

Poeta, radialista, Doutor em Letras e Lingüística pela
Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jônatas
Conceição esteve presente em várias frentes, na luta
contra o Racismo e Valorização da identidade e culturas
negras.
Morador do Bairro do Engenho Velho de
Brotas, traz consigo uma profunda ligação
com suas raízes em Saubara, terra de seu
pai e relatada no poema “Saubaras
Invisíveis”.
Iniciou como militante no final da
década de 70's em sua passagem por
São Paulo, se fez presente no
“primeiro ato publico para o
lançamento do MNU (Movimento
Negro Unificado), onde mais tarde,
já na Bahia desenvolveu o (MNU)
com outros intelectuais negros afim
de reconstruir e consolidar o
movimento negro social no estado
Como Educador e Diretor da
Associação Cultural Bloco
Carnavalesco Ilê Aiyê, Jônatas foi
responsável pela Coordenação do Projeto
de Extensão Pedagógica/ PEP que continua a
orientar projetos sociais do Ilê com o objetivo
de construir uma linha educacional, tendo como
base o resgate das raízes da cultura africana em
Salvador .
Jônatas contribuiu ainda mais, sempre exaltando a
cultura negra em parceria com amigos, em especial
Oliveira Silveira companheiro de longa data,
propagando assim a poética quilombola.
Jônatas Conceição da Silva , faleceu no dia 3 de abril de
2009 aos 56 anos deixando saudade para a poética
quilombola, amigos, família e para toda comunidade
negra na qual foi de extrema importância.


Leonardo Nascimento

Oficinas oferecidas gratuitamente:


Coral
Xadrez
Violão
Dança Afro
Expressão Corporal
Capoeira Angola
Percussão
Teatro
Fotografia
Corte/ Costura
Produção de Texto
Experimentação Musical
Estética e Penteado Afro
Vídeo/ Cultura Digital
Artes Plásticas


O Espaço conta também com a
Biblioteca Jorge Amado, que é aberta à
comunidade e onde pode-se encontrar
jornais, revistas e mais de 3.000 livros.

Cursos e Palestras

A proposta do Espaço Cultural Pierre Verger é oferecer
à comunidade ao seu redor um espaço para atividades
culturais através de várias oficinas artísticas e
educativas.
Estão abertas novas inscrições para o segundo
semestre de 2009 a partir de 13 de julho na
Coordenação do Espaço Cultural, sempre pela tarde
(14-18h).

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Acróstico

Relembrando Pierre Verger
Ele foi uma pessoa especial
Transformou sua vida em histórias.
Retratou uma Bahia antiga.
Antropólogo, etnobotânico e fotografo
Também autor de vários livros e inúmeros artigos
O seu trabalho foi muito especial
Seu talento era fotografar imagens.


Da Bahia antiga aos demais continentes
A sua obra abraçou o mundo


Bicicleta, navio, trem e avião. Assim Verger conheceu lugares diferentes
Alegre e feliz como ele foi, visitava todos os terreiros da Bahia
Histórias não faltavam em sua vida
Iria contar mais se estivesse vivo.
Antes, durante e depois... Tudo Verger.

Nossa história


O jornal em Ação foi criado no final de 2007, na Oficina de educação digital e produção de texto, orientada por Fabiane Rios. A ideia surgiu de um grupo de jovens que participavam da Oficina e que tinham o interesse de informar a comunidade, os jovens participantes do projeto e os professores sobre os acontecimentos do Espaço Cultural Pierre Verger.
Hoje o grupo é formado por oito jovens moradores da comunidade e entorno, e tem como orientadora a professora Carla Dantas também responsável pela Oficina de Leitura e produção de texto. A partir das discussões coletivas e do trabalho de escrita e revisão, as reportagens, as entrevistas e as sessões de entretenimento saúde, culinária e literatura vêem sendo desenvolvidas ao longo desse período.
A primeira edição foi composta por textos relacionados ao Espaço e pela sessão de entretenimento. Na segunda edição, o espaço continuou sendo notícia, e na terceira edição foram
incluídas reportagens sobre o Engenho Velho de Brotas, o espetáculo Samba dos Engenhos, entrevistas e a sessão literária com as poesias de Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade.
Nesse período o processo de produção, revisão e reescrita dos textos, mostrou ao grupo a necessidade de melhorar na qualidade dos escritos. Portando era necessário planejar, fazer rascunhos, discutir e pensar na clareza dos textos.
Em 2008, o jornal completou um ano e nesse período quatro edições foram impressas. A história não termina aqui. O grupo segue escrevendo, refazendo e aprendendo.

Comemorando Verger


Pierre Eduard Leopold Verger, também conhecido como Pierre Fatumbi Verger, nasceu em Paris, em 4 de novembro de 1902. Fruto de uma família burguesa de origens belga e holandesa, ele viveu na França
Verger iniciou suas viagens pelo mundo após a morte de sua mãe em 1932. Conheceu o Taiti, a Espanha. a China, o Japão... Pierre Verger tornou-se um “viajante solitário” e obedecendo aos seus impulsos também descobriu a paixão pelas fotos. Cada foto de Verger parecia ter vida própria e a beleza era estampada nas suas fotos em preto e branco. Foi fotografo pesquisador, etnólogo e após visitar a África se tornou Pierre Fatumbi Verger, aquele renascido pelo Ifá.
Chegou a Salvador em 1964 e se apaixonou pela cidade. Via nas ruas, um povo surpreendente e alegre. Do cais do porto às ruas da Cidade Baixa, ele encontrou personagens que protagonizaram as suas obras de arte, as fotos. Num bairro tranqüilo de Salvador, Verger fixou sua morada. Era a Ladeira da Vila América. Numa Casa Vermelha, no Alto do Currupio, Fatumbi morou até a sua morte. Lá criou a Fundação Pierre Verger, local onde iniciou o acervo de negativos e obras escritas por ele. . Verger costumava dizer que a Bahia era um dos poucos lugares do mundo em que havia a possibilidade de viver envolvido na diversidade.
A Fundação foi ampliada e hoje é dirigida por Angela Lühning. No ano de 2005 foi criada o Espaço Cultural Pierre Verger com o objetivo de contribuir para a cidadania, desenvolver a criatividade dos jovens e crianças da comunidade, a partir dos conhecimentos oferecidos nas Oficinas que unem arte e educação.
No dia 4 de novembro as comemorações para Pierre Verger no Espaço Cultural contou com a participação dos jovens, professores e da coordenação que juntos deram vivas a Verger. Ele completaria 106 anos.

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Samba dos Engenhos

O Espaço Cultural Pierre Verger junto aos professores das Oficinas de violão, percussão, capoeira, música e dança, produziram nos meses de julho e agosto, o projeto “O carnaval e o samba junino dos tempos de Pierre Verger até hoje”. Com o objetivo resgatar a trajetória do samba junino do Engenho Velho de Brotas, os jovens e as crianças que fazem parte do Espaço transformaram a história em espetáculo e encantaram o público com a tradição e arte dos engenhos apresentado no Teatro do IRDEB e no Espaço Cultural Pierre Verger.
Trazer a história e os saberes do bairro, para os jovens do Espaço, foi um dos caminhos encontrados pelos idealizadores do projeto. Com o intuito de aproximar o samba dos tempos antigos aos tempos de hoje, a participação dos músicos e compositores, Moa do


Catendê, Jorjão Bafafé, Muniz, Hamilton Viera e Reinaldo, foi predominante na união do antigo ao contemporâneo; numa trajetória de tempo e espaço.
Das escolas de samba, aos blocos de índio, destes para os blocos afros. Assim as expressões culturais de várias comunidades fizeram história através das escolas de samba, Diplomatas de Amaralina, Filhos da Liberdade, Filhos do tororó; dos blocos de índios Tupis e Tamoios; dos blocos afros, Melô do Banzo, Ilê, e do afoxé Congos da áfrica. Nas palavras de Moa do Catendê “A memória tem que está viva” e diante desse saber, os professores, coordenadores e jovens do Espaço Cultural Pierre Verger uniram conhecimento, experiência e a arte de fazer num encontro para celebrar “O carnaval e o samba junino dos tempos de Pierre Verger até hoje”